Quantos andam por aqui?

15 de janeiro de 2009

"Leia o seguinte manual de instruções:"

É sempre a mesma coisa, até para cair temos de ser ensinados! Já não existe originalidade e espontaniedade, somos todos iguais.. Se formos a reparar crescemos todos da mesma forma, aprendemos (ou ouvimos e querem que aprendamos) a dizer mamã e papá e outras palavrinhas quaisquer, mais tarde começamos a dar os primeiros passos e quando já sabemos andar querem que estejamos parados porque ainda nos aleijamos. Depois entramos na escola... oh a escola! Trocamos as primeiras impressões com os lápis de cor, os cadernos, é um mundo completamente novo. A partir do dia em que entramos passamos lá boa parte da nossa vida e não damos por isso. Já lá vão 12 anos... É engraçado porque ainda me lembro do primeiro dia de aulas do 1º ano, e foi engraçado porque à minha frente estavam caras completamente novas e ainda hoje me dou com essas pessoas. Daqui para a frente vai ser como quando entrei para o 1º ano: um mundo novo. Não sei o que me espera, mas sei que vai ser uma nova etapa e tenho que a encarar de frente e sempre com boa disposição! Até lá sei que vou ouvir "tens de começar a tornar-te independente" e depois vem o primeiro emprego... BEM VINDO À VIDA DE ADULTO! Okay. Se assim tem de ser... que venha ela. Depois da universidade e primeiro emprego e tudo isso começa-se a ganhar já o ritmo "normal". Mas, chega uma altura em que parece que não se consegue acompanhar o ritmo da sociedade, está tudo em constante mudança e nós não nos habituamos a isso. Até que chega o ponto em que ficamos para trás e depois somos apenas uma memória do que a sociedade já foi. Eu quero, sinceramente, ver no que me tornei daqui a 50 anos. Quando já tiver a vida feita, mas não completa.
E é assim, temos instruções para tudo: para cair (apoiem o braço no chão e depois rodam), para amar (não podes amar ninguém que seja do mesmo sexo que tu), para brincar (os meninos brincam com carrinhos e as meninas com barbies), para estudar (nunca se estuda na véspera)... para tudo. Mas ainda existem pessoas que se destacam pela individualidade. Eu gosto disso nelas, há que dar valor. Hoje em dia as pessoas sem gostos definidos tentam reger-se por alguém que esteja na moda ou que atraia a atenção das pessoas. Eu gosto de ser diferente, de usar borboletas no cabelo, meias com pompons, gorros com brilhantes, vernizes com cor, aneis que não lembram a ninguém.
Ainda bem que no manual de instruções vêem lá aquelas letrinhas pequeninas. Essas letras são as pessoas que se destacam no meio de uma multidão, que riem de forma diferente, que se movem de maneira diferente, que agem de forma diferente. Eu gosto de ser parte dessas letrinhas.

1 comentário:

Buh! disse...

eu ando na escola desde os 3 anos xD