Quantos andam por aqui?

22 de maio de 2015

Do coração. XXIII

Imaginem isto: a pessoa do vosso afecto, aquela pessoa que só de ouvirem o nome vos arranca um suspiro, lida com centenas de pessoas por semana, todas as semanas, durante meses. E, vindo do nada e sem nada prever, vos diz que o vosso nome é dos poucos nomes que se lembra. Como é que reagiriam? Eu, se querem saber, fiquei sem palavras e com um sorriso de orelha a orelha.

14 de maio de 2015

Lisboa

Quando fui estudar para Lisboa, à mais ou menos 6 anos, não fazia ideia do quanto eu ia gostar daquela cidade. A luz, o som, os edifícios antigos, os miradouros com as suas vistas maravilhosas, as histórias... E agora que consegui um emprego numa cidade longe de Lisboa, é que dei conta das saudades que eu vou ter dos meus passeios por esta cidade.










 




 

"The most beautiful things in the world cannot be seen or touched, they are felt with the heart." 
- Antoine de Saint-Exupéry

1 de maio de 2015

Do coração. XXII

Há quem me diga que não devia fazer isto, que isto vai acabar mal. E eu sei que essas pessoas têm razão, mas oh elas não te viram como eu te vi. Não viram o teu sorriso genuíno, nem ouviram o teu riso. Sempre tão bonito - por dentro e por fora. Podia descrever-te aqui - podia dizer quão bonitas são as tuas mãos, quão atractiva é a tua barba, quão bonitos são os teus olhos castanhos - mas não o vou fazer. Quero guardar todas essas memórias para mim e tornar-te um bocadinho só meu.

20 de abril de 2015

Do coração. XXI

Ontem, ainda que estivesse rodeada de muita gente, só te queria a ti. Ouvir a tua voz seria o suficiente. Quando já não conseguia distinguir o que diziam nas canções, quando andar em linha recta já era difícil, quando a língua se enrolava, quando as luzes de cor me baralhavam ainda mais a visão, eu só te queria a ti. E isso, isso mete-me medo. Num momento de coragem (ou estupidez, percebo agora), decidi que queria ouvir a tua voz. 1:17 da manhã. Ignorei a música, as luzes e as pessoas, e sentei-me no chão da cozinha a olhar para o telemóvel. Tão perto, mas ainda assim tão longe. À distância de um gesto do ecran e tinha-te ouvido. Era só o que eu queria, e continuo a querer. É como se costuma dizer "to which f to you drink: fun, fuck or forget?". Acho que a minha resposta é óbvia.

11 de abril de 2015

Do coração. XX

5h da manhã. Levantei-me, fui beber água, e voltei para o conforto dos lençóis. Fiquei a olhar para a luz do candeeiro da rua que trespassava os estores e lentamente fui fechando os olhos ao som dos pássaros que começavam a cantar. Estava a adormecer quando, sem nada prever, me apareceste no pensamento - também estarias a levantar-te naquele momento. 5h da manhã e a minha vontade era entrar no carro e conduzir até ti. De todas as pessoas do mundo, tu eras a que eu queria ver àquela hora da madrugada. Demorei três horas a voltar a adormecer. E depois vi-te, nos meus sonhos, e por momentos tudo estava bem.

25 de março de 2015

Do coração. XIX

5 semanas. Um mês e uma semana. Muitas horas. Muitos dias. Muitas noites a sonhar contigo. Eu obrigo-me a não pensar em ti, obrigo-me a manter-me ocupada. No final és tu quem acaba sempre por me ocupar o pensamento. Acabei por te ver ao fim de 5 semanas. Precisava de ver quão bonita é a tua boca, quão castanhos são os teus olhos, quão agradável é ouvir o teu riso. Tinha saudades, dá para perceber?

18 de março de 2015

Quarto amarelo

Existem 3 coisas que me inspiram em todos os meus projectos: iluminação, cor e arte. E foi assim que projectei um quarto, onde predomina uma paleta cromática sóbria mas vibrante, onde tem destaque o amarelo. Esta cor, por ter um elevado índice de reflexão e luminosidade, alia-se à grande janela para criar um ambiente que exala comforto e bem-estar.


Alguns detalhes:
 Para quem vê a série Hannibal, este relógio não vos é familiar?

Doctor Who é para mim os U2 das séries, portanto não podia deixar de fazer referência.

E uma cabeça de veado cor-de-rosa metálica junto a reproduções de Gustav Klimt.

9 de março de 2015

Oh Lisboa

Já respondi a todos os anúncios de emprego da minha área num raio de 50km e nada. Zero. Rien de rien. Design de interiores? O que é isso? Arquitectura ou decoração?Ahm... Portanto, para resistir à tentação de bater com a cabeça nas paredes decidi começar a fazer projectos pessoais.

Este projecto é um restaurante localizado no bairro da Madragoa, em Lisboa, e destina-se a um público sofisticado e que está a par das tendências. O interior evoca as características e valores da cidade através de uma linguagem contemporânea e minimalista.











24 de fevereiro de 2015

Do coração. XVIII

Esta noite sonhei contigo. E a noite passada. E a outra antes dessa. E todas as outras desde a última vez que te vi. És sempre tão irónico mas tão preocupado, exactamente o que me fez notar em ti. Abraços. Sorrisos. Olhares. Tudo tão bonito e cenas quase-à-filme, mas depois acordo. E não estás aqui. Nem vais estar. Estás não sei onde, a fazer não sei o quê, não sei com quem. Eu tento não chorar, tento seguir em frente, tento reparar em novas pessoas, tento habituar-me... Tento.

18 de fevereiro de 2015

Do coração. XVII

"Vincent Van Gogh used to eat yellow paint because he thought it would get the happiness inside him. Many people thought he was mad and stupid for doing so because the paint was toxic, never mind that it was obvious that eating paint couldn’t possible have any direct correlation to one’s happiness, but I never saw that. If you were so unhappy that even the maddest ideas could possible work, like painting the walls of your internal organs yellow, than you are going to do it. It’s really no different than falling in love or taking drugs. There is a greater risk of getting your heart broken or overdosing, but people still do it everyday because there was always that chance it could make things better. Everyone has their yellow paint."