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7 de novembro de 2008

Existir implica viver

"Existir implica viver" ora aí está! Há uns tempos falei nisto, não me lembro com quem, mas o mais provável é ter sido durante o jantar com a minha mãe. O jantar é sempre uma coisa interessante, é aqueles momentos em que se fala o que aconteceu de especial durante o dia, o que se disse de engraçado. Enfim... coisas de família. São estes 30 minutos (se tanto...) que dão gosto estar em casa. Porque existem sempre aquelas brincadeiras de irmãs, a mãe a ralhar conosco porque somos muito crianças, ou eu a contar as minhas aventuras mirabulantes e a minha irmã lembra-se e também começa a falar por cima e depois não se percebe nada... Como eu gosto. Mas depois nem sempre é assim. Existem aqueles dias em que o jantar resume-se a sentarmo-nos e comer e já está. Nem tudo pode ser sempre bom... Acho que deve ser muito duro para uma pessoa chegar a casa e não ter ninguém. Às vezes ponho-me a brincar e a dizer que qualquer dia torno-me anti-social e faço da minha casa um refúgio e não quero ter contacto com ninguém. É óbvio que eu nunca iria ser assim, porque preciso de pessoas para me sentir bem, viva, descobrir parte de mim. Acho o ser humano, uma coisa deveras interessante. Através de gestos, simples palavras ou um sorriso conseguimos com que o nosso dia melhore imenso. Como eu gosto de acordar rodeada de pessoas! Quer dizer, nem sempre, porque já me basta acordar com o famoso "Óh!" da minha mãe ou da minha irmã, mas regra geral gosto de acordar e ver vida! Ou então de acordar logo de manhã com o "Bom dia!" pelo telemóvel. Manias... É isto que admiro no Homem, somos seres sociáveis, dependemos uns dos outros. Sozinhos podemos fazer muito, mas em conjunto pudemos mudar o mundo! Uma outra coisa que hoje também fixei foi que nós não pudemos mudar o mundo. Não acordamos e pensamos "Hoje vou mudar o mundo". Mas acabamos sempre por fazer isso, porque ao mudarmos o nosso mundo, estamos a mudar o mundo de quem nos rodeia. Eu quero mudar o mundo! Quando já cá não estiver, quando o que restar de mim for apenas cinzas e memórias, quero me me conheçam como alguém que fez algo. Quero viver e não apenas existir. Quero que as pessoas gostem da mesma música que eu ouvi e gostei, que tenham a mesma paixão pela fotografia que eu... Ai, quero deixar a minha marca no mundo. As pessoas que conheci durante estes 16 anos mudaram-me imenso e todas me marcaram. Algumas pela negativa, mas até com essas eu aprendi alguma coisa. Mas foram as pessoas que me ajudaram a descobrir alguma coisa que me mudaram profundamente. Aprendi a gostar de arte, das cores e das composições, das coisas que se podem fazer com uma simples caneta... Mas acima de tudo aprendi a dar valor às pessoas. Aprendi a confiar, a contar e guardar segredos, pedir conselhos e a dá-los também. Até há relativamente pouco tempo eu desistia das coisas com facilidade. Achava que tudo estava contra mim, que devia haver uma lei qualquer que fazia tudo para que eu não conseguisse o que queria. Sim, ainda acredito nisto. Mas acredito também que posso ser mais forte que isso e que tenho de lutar pelo que quero. Tenho de começar a viver mais, a tomar mais decisões e mesmo que estas não sejam certas a nunca me lamentar por ter feito tal coisa. Porque eu nunca vou recuperar aquele tempo, então mais vale é procurar coisas boas que nele possa ter feito. Porque para viver não basta existir...

2 comentários:

Inês disse...

TU VAI MUDAR O MUNDO!! E EU TAMBEM GOSTO IMEENNSSSOO DO TEEUU BLOOGGG!!!!

Buh! disse...

claro q podemos mudar o mundo!